No auge da sua idade, tentando se lembrar.
Da vida difícil,
Das escolhas mal feitas.
Da vida difícil,
Das escolhas mal feitas.
A culpa ainda pesando no seu ombro.
As pessoas a quem magoou,
As vidas que estragou.
As pessoas a quem magoou,
As vidas que estragou.
As lágrimas descendo sem parar,
No rosto enrugado as marcas de suas ações,
Como esquecer o passado que atormenta?
No rosto enrugado as marcas de suas ações,
Como esquecer o passado que atormenta?
O som dos gritos ecoando,
Crianças chorando,
Vidas se apagando.
Crianças chorando,
Vidas se apagando.
Sentada em seu confortável sofá,
Recordando-se da vida miserável.
Os ultrajes cometidos.
Recordando-se da vida miserável.
Os ultrajes cometidos.
A solidão parece agora distinta, á culpa.
A última fala de seu companheiro,
Palavras que ainda pesam ao ouvido.
A última fala de seu companheiro,
Palavras que ainda pesam ao ouvido.
Cobranças, lembranças, medos.
O que fazer, senão puxar o gatilho?
E foi feito.
O que fazer, senão puxar o gatilho?
E foi feito.
O chão agora, tomado de um vermelho escarlate.
Seu corpo frio, repousando no tapete caro.
A culpa se foi, as vozes estão apagadas.
Seu corpo frio, repousando no tapete caro.
A culpa se foi, as vozes estão apagadas.
O que resta agora é a carta de perdão.
O julgamento foi feito, cobrado na mesma moeda.
O coração arrependido, agora jaó não bate mais.
O julgamento foi feito, cobrado na mesma moeda.
O coração arrependido, agora jaó não bate mais.
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