domingo, 18 de dezembro de 2011

Presa a um marasmo.
Desfrutando os milésimos de uma vida sem sabor.
Afogada no desespero de tentar ser alguém.

Uma vida inconstante.
Na sofreguidão de cada lágrima.
Na ausência de cada gesto.

Na penumbra do meu interior.
Sentindo cada dia mais inútil, mais só.
Na solidão não encontro meu refúgio, mas sim meu medo.

Esperando ansiosamente o fim dos meus dias.
Discuto comigo mesma cada atitude.
Na vastidão do sossego, caminha minha vida lentamente.

Meu ego tripudia mais uma vez do meu sentimento.
Tendo a esperança de que em meu último suspiro, encontrarei tranqüilidade.
Mesmo tendo certeza de que essa realidade é quase inválida.

Querendo estar com aqueles que tanto me faziam o bem.
A vontade de pular do penhasco, é mais forte do que eu.
Talvez ninguém nunca se lembre da minha existência.

Talvez pelo fato de que tão terrível ser humano mereça a extinção.
No jogo da vida, a peça que menos importa é a que é derrubada primeiro.
Tão sorrateiramente quanto foi colocada em pé.

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