quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Saída


O que está acontecendo nessa louca cidade?
Sinto-me perdida.
De repente tudo acabou.

O relógio não já não mostra mais as horas.
O tempo parece não correr.
Ninguém mais me ouve.

Correndo em busca de uma resposta.
Foi assim que me perdi.
Não me recordo de mais nada, senão do seu beijo doce.

Procurando a verdadeira eu que vivia bem sem você.
O que foi que houve?
Quanto tempo se passou, desde aquela tarde?

Ninguém me responde.
Todos me olham como se eu estivesse louca.
O que foi feita da nossa confiança? Nosso amor?

Onde ficou as tarde puras?
As tardes de passeio que me faziam lembrar o seu amor?
Por que estou amarrada a essas lembranças?

Responda!
Onde fica a saída mais próxima para o abismo?
Pare de me olhar assim, seu jeito me irrita.

Seu olhar me enfraquece.
Seus carinhos me entristecem.
Não! Não me toque.
Estou voltando de volta a mim, e no meu novo mundo, nunca existiu você.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Presa a um marasmo.
Desfrutando os milésimos de uma vida sem sabor.
Afogada no desespero de tentar ser alguém.

Uma vida inconstante.
Na sofreguidão de cada lágrima.
Na ausência de cada gesto.

Na penumbra do meu interior.
Sentindo cada dia mais inútil, mais só.
Na solidão não encontro meu refúgio, mas sim meu medo.

Esperando ansiosamente o fim dos meus dias.
Discuto comigo mesma cada atitude.
Na vastidão do sossego, caminha minha vida lentamente.

Meu ego tripudia mais uma vez do meu sentimento.
Tendo a esperança de que em meu último suspiro, encontrarei tranqüilidade.
Mesmo tendo certeza de que essa realidade é quase inválida.

Querendo estar com aqueles que tanto me faziam o bem.
A vontade de pular do penhasco, é mais forte do que eu.
Talvez ninguém nunca se lembre da minha existência.

Talvez pelo fato de que tão terrível ser humano mereça a extinção.
No jogo da vida, a peça que menos importa é a que é derrubada primeiro.
Tão sorrateiramente quanto foi colocada em pé.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Amargura

Naufragada no desespero.
Interiorizando-me no mar das angústias.
Sinto o poder do veneno penetrando em minhas veias.

Seu efeito é cruel.
Viciada numa vida perfeita.
Vendo agora o mundo desabar sobre mim.

Meus gritos não são ouvidos.
Meus pedidos de socorro são ignorados.
Meus lamentos rejeitados.

O sonho feliz acabou.
O que restou disso foi somente amargura.
As palavras se distendem em minha boca.

Já não consigo mais articulá-las com precisão.
Sinto o gosto delas, são cortantes como o fel.
Esperando solitariamente um futuro perfeito que não chegará oque resta é a vida cruel. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Entrega

Um sorriso encantador.
Palavras amigas.
É foi assim que você surgiu.

Quando pensei que nada mais tinha sentido.
Quando achei que existir já não era mais válido.
Quando ouvi de muitos que eu não era nada.

Foi ai que você apareceu.
Em simples detalhes.
Em aconselhamentos constantes.

Você ganhou espaço no meu coração.
Ganhou espaço na minha vida.
De onde não quero que saia.

Um amigo?
Um companheiro?
Um cúmplice?

Não sei.
Não há rótulos que te caracterizem.
Nem palavras que te descrevam.

Só há o meu sentimento.
Mutuamente conservado.
Depois de tantos anos sendo mutilado.

Feliz em poder entregar-te este sentimento.
Sem me importar até quando irá durar.
Agora chegou a hora. É nossa vez de sonhar
.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Conquista

Andando pelas ruas dessa cidade insignificante.
As lágrimas correm pelo meu rosto, e eu não faço questão de apará-las.
Suas palavras estão tão vivas na minha memória!

Como você pode ser tão rude comigo, depois de ter dito tantos ‘‘eu te amo’’.
Correndo em disparada, na avenida movimentada, sem me preocupar.
A visão do seu rosto enraivecido, fere como faca minha alma.

Chega! Não vou ser mais a menininha tola que você conquistou.
Meus pés estão encharcados da água da chuva.
Está ficando cada vez mais difícil de caminhar.

Ouço meu nome, e a voz vem de alguém que me jurou amor eterno.
Um sorriso falso.
Você é capaz de orquestrar o show mais monstruoso.

De repente num lampejo de idéias, me recordo dos momentos felizes.
Tão vagos, quase impossíveis de serem sentidos.
A luz da lua parece agora brilhar sobre mim.

Mais palavras sem afeto saem da sua boca.
Meus passos pesados, vão até seu encontro.
Levantando o rosto, eu te dou o tapa tão merecido.

Virando as costas pra você e pra um passado tortuoso.
Sim. Prometo nunca mais voltar.
Mas, por favor. Não me desculpe.

Quero que me odeie tão insanamente.
Quanto eu te odeio.
Quanto te amo, quanto você me fez te amar.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Inconsciência

Num caminho sem volta..
Percorrendo um caminho estranho do qual sinto medo.
Meu corpo gélido, estremece ao sentir as energias que pairam no ar.

Vibrações, que não aparentam ser naturais.
O som da sua voz toca os meus ouvidos, e sinto-me arrepiar.
Tudo parece um pesadelo triste.

Não conseguir te explicar o que sinto parece confuso e inexplicável.
Seus olhos me sugerem cobrança.
E tudo em que eu consigo pensar, e numa forma de te contar.

Minha mente confusa, tenta achar palavras, no meio de tanta confusão.
Uma vertigem,
Ao abrir e fechar os olhos, apenas sua imagem diante dos meus olhos.

O cair de uma lágrima, denuncia minha falha em palavras.
Olhos seus lábios e leio tudo o que temo.
 “Você é fraca!”

Num gesto inconsciente, grito seu nome.
Mas você não se vira, e sua imagem se perde em meio a escuridão.
Mais lágrimas, e sinto meus joelhos recostar no chão.

Sem forças pra levantar..
A chuva cálida começa a tomar meu corpo,
E eu já não tenho mais a força que tinha para me recuperar.