“Mas um dia se passou, sem que eu pudesse ouvir sua voz. E relembrar a razão por que vivo.
Suas palavras me acalmam, teu olhar me fere, sei que é chegada a hora de sua partida.
Não sei se poderei suportar, não te ter ao meu lado. Sinto-me frágil, impotente!
Olho-te, e tudo que vejo em seus olhos é um adeus. Será que um dia te encontrarei?
Será que um dia poderei eu tê-lo de novo como amor? Meus questionamentos não têm fim, não há respostas cabíveis a eles, sendo que isso só faz aumentar minha angústia, meu medo.
Solidão? Agora sei o que essa palavra significa. Deleito-me em lágrimas ao pensar que seu sorriso já não mais encontrará o meu, que seus braços, que antes me traziam a alegria e infinita paz, hoje só me promovem um adeus, cheio de piedade e desafeto.
Não quero! Não posso acreditar, que você já não me pertence mais; Tola sou eu, em pensar que um dia você me pertenceu isso nunca aconteceu, sempre soube que você fazia parte de um universo contrário ao meu, que seu amor, apesar de imenso nunca significou aquilo que eu gostaria que fosse.
Agora me pego pensando meus próximos passos, sem saber como prosseguir. A quanto tempo eu não fazia mais planos, afinal estar ao seu lado era tudo que eu almejava, e depois de ter quisto e conseguido isso, plano algum era necessário para manter minha felicidade. Sim eu te amarei, para o resto da minha vida. E quando eu já não mais tiver controle sobre meus pensamentos, escreverei cartas para eu mesma, para recordar-me do eu amor por você. Assim terei certeza de que estarei mantendo minha essência com exatidão. Se meu pedido fizer sentido, peço que mais uma vez não me abandone, pois a minha razão de viver se encontra na sua presença. E se tu não se fizer mais presente, sei que é hora de se encerrar a minha existência; e partirei sim, com a idéia fixa de que amei intensamente, vivi formidavelmente, e desfrutei ao seu lado as melhores coisas que um ser humano sonha viver. Se me nega tua presença eu me nego a vida”.